O ABC das IoT

Mas o que é Iot?  E para que serve? Mas porque toda a gente fala de IoT?

IoT quer dizer “Internet of Things”, que vulgarmente é também utilizado em Portugal como a “Internet das coisas”.

ligações IoT

É chamado a “Internet das coisas” porque é um conceito que surgiu em 1999 pelo Sr. Kevin Aston , que se refere a interconexão digital de objectos do quotidiano com a Internet, de maneira a facilitar a nossa interacção com quase todos os objectos que nos rodeiam.

Tem a capacidade de reunir e transmitir a informação dada por nós através da Internet, fazendo ser possível essa comunicação entre as máquinas.

Com esta tecnologia conseguimos controlar remotamente todos os objetos, tornando-os muitos mais eficazes, o que ajuda a aumentar a nossa produtividade diária.

É possível encontrar em diversos locais e objetos como carros, prédios, parques de estacionamento, sensores, pequenos e grandes eletrodomésticos, em várias ferramentas agriculturas, máquinas de produção industrial, até mesmo em relógios e por aí fora…

Segundo se presume nos próximos anos, cerca 100 biliões de objetos já estarão dotados desta “inteligência”. Estima-se que atualmente cada ser humano esteja rodeado por cerca de 2500 objetos, que em média que já são controlados por Iot’s. Segundo a empresa de consultoria Gartner, em 2020, haverá, no mundo, aproximadamente 26 biliões de dispositivos com um sistema de conexão à ” Internet das coisas ” e que em 2019, de acordo com a consultoria Abi Research, já existirão 30 biliões de dispositivos com esta tecnologia.

Ainda existe, no entanto, uma certa resistência à implementação e à adaptação de IoT, mas que é considerada inevitável por especialistas, sendo que a sociedade já se encontra inteiramente conectada pela Internet. Mesmo sem querermos, vivemos já na era do IoT.

Em consequência disso impõe-se a necessidade de avaliar e de preparar qualquer empresário, qualquer instituição, para esta nova tecnologia. Assinalamos por exemplo a necessidade de não só armazenar dados, mas também de os processar.

Mas, e afinal, como isto funciona?

  • NUVEM

Uma rede de servidores remotos hospedados na Internet é usada para armazenamento, gerir e processar informação recolhida.

A maior vantagem da “nuvem” é que os dados podem ser acedidos de qualquer lugar de uma forma segura.

  • API

São as pontes entre os dispositivos individuais na ” Internet das Coisas “.

São essas interfaces de programação que permitem que os dispositivos inteligentes troquem dados.

  • M2M

Quando as máquinas conversam entre si, isso é chamado de comunicação máquina a máquina (M2M), e a intervenção humana deixa de ser necessária.

exemplo: quando uma máquina de comida, café, tabaco informa que um determinado produto acabou e tem de ser reposto, dando logo a informação do local e do tipo de produto a reabastecer, sendo possível enviar logo essa informação diretamente para o sistema do fornecedor.

E onde podemos encontrar estes produtos?

  • Casa inteligente / cidades inteligentes

Nas cidades inteligentes, já é possível ver esta tecnologia a ser aplicada. Em Portugal, já existem cidades, como Braga e Cascais, que já são consideradas o modelo de cidades inteligentes. É possível encontrar esta tecnologia nas luminárias de rua, semáforos, estacionamentos, garagens de estacionamento com indicador lugares disponíveis, nos carros (para otimizar o tráfego; redefinir rotas e monitorizar a segurança dos veículos municipais que redefinem rotas de recolha de lixo; gerem de uma forma mais eficaz a perda de água do munícipes), planos monitorizados para ajudar idosos, ou até mesmo obter informação de locais históricos ou dinamizar eventos e atividades com os mupis que transmitem toda estas informações para os nossos smartphones.

Já nas nossas casas, toda a nossa comodidade pode estar à distância de um simples toque. Desde micro-ondas, relógios despertadores, aspiradores, frigoríficos, preparar um café para uma determinada hora, meter a máquina a lavar ou até mesmo fazer o jantar, fechar estores e ligar luzes, termos a casa com vigilância 24 horas por dia ou recebermos a informação que está a haver uma fuga de água em tempo real.

  • no dia a dia

No nosso dia a dia estamos sempre em contacto já de uma forma natural com estes produtos; por exemplo, relógios inteligentes, óculos de dados, sensores de segurança e monitorização da casa.

Apesar das opiniões se dividirem, uma coisa é certa, muitas destas “coisas “ ajudam no nosso dia a dia e acabam por nos dar muito mais tempo, conseguindo que tenhamos uma organização muito mais eficaz e mais produtividade, tanto a nível de vida pessoal como a nível profissional.

Obviamente que tudo o que é novo é assustador, mas o mercado já está a mudar e de uma forma natural todos nós já interagimos com esta “Internet das coisas”.

1 comentário

  1. Greggbug em Outubro 11, 2019 às 12:44 am

    Хорошая статья

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