Os novos serviços de televisão

Vim de Moçambique em 1975, para morar numa aldeia com cerca 150 habitantes. A única televisão existente na zona era a da casa dos meus avós e a “matiné” reunia sempre meia dúzia de vizinhos, que vinham combinados entre si, de merenda e copos na mão.


Então à hora de jantar, um grande “televisor”, a preto e branco, reunia sentados em volta os aldeões, todos arranjadinhos, porque acreditavam, na altura, que o locutor os veria da mesma forma como eles o estavam a ver.

Na frente do ecrã existia um filtro, “para não fazer mal aos olhos”.

E se este relato parece uma história muito antiga, é muito bom recordar estes dias de infância, que animavam esporadicamente a nossa casa. Quando estava mau tempo, tiravam à sorte, qual dos bravos homens iria ao telhado ajeitar a antena (tarefa que normalmente calhava sempre ao meu avô), e enquanto ele gritava do terraço, outro respondia pela chaminé.


Posteriormente apareceu o segundo canal, e bem mais tarde a Sic e a Tvi, os quatro canais base, que viriam a formar os serviços nacionais de televisão.
Se pelo resto do país já se “apanhava” a televisão espanhola por antena, na minha aldeia isso apenas veio a acontecer com a instalação do satélite, em 1993/4. E a “loucura” que o aumento de reportório foi: ver-se os “espanhóis”!

Parece simples e “normal”, estarmos em 2019, e existirem tantas diferenças, mas quando penso nas transformações tecnológicas a que a minha avó, que nasceu em 1921, já assistiu, penso nas fantásticas e entusiasmantes mudanças que estarão por vir.


Hoje a minha televisão está ligada a uma box que por sua vez está ligada a uma rede de Fibra! Com mais de
180 canais, reúno lá em casa vizinhos para ver o jogo da seleção em directo – porque afinal à coisas que nunca mudam.

Serviços de videoclube online inundaram as redes para substituir lojas de cassetes locais, e, encontramos na tv, filmes que acabaram de sair no cinema, no Netflix, Hbo ou Disney on demand.

A box atualiza-se cada vez mais em versões computorizadas, começando por tarefas simples de gravação, com espaço de disco para armazenar os programas semanalmente, dando a possibilidade ao utilizador de voltar uma semana para atras, ou simplesmente gravar a série em voga.

Era uma visão engraçada e, no entanto, futurista, quando os meus avós pensavam que estavam a ser visto na tv, reciprocamente. A Tv agora permitir-me-ia a interação com eles através de vídeo, voz e mensagens.

Agora não há chuva que nos demova da frente de um bom filme. Os cabos de fibra trazem internet à minha casa com uma velocidade de até 200 mbps. E enquanto estou aqui, enrolada na manta e agarrada ao chocolate quente, a rever Game of Trones, o meu filho reúne os amigos na rede, a jogar on-line Warcraft.

Enquanto vejo televisão, estou em modo multi-task, a fazer swap nas redes sociais, e o telefone fixo toca, entretanto.

Esta é minha experiência particular como utilizadora dos novos serviços de Televisão que transponho entusiasticamente.

Transversalmente, este também é um serviço que se adapta empresarialmente às necessidades dos negócios.

Se procura adquirir um serviço Tv+Net+Voz, porque é “obrigado” a entreter o seu cliente com televisão, “obrigado” a ter internet para servir o seu sistema de faturação e POS’s, e ainda com o risco de ouvir alguém reclamar se não fornecer a sua password de wi-fi – quero injetá-lo com a minha visão do fantástico poder que uma tela 4k tem de juntar pessoas, na transmissão de música ambiente em Spotify ou jogo de futebol na Sport Tv HD.

Mostrar-lhe o potencial de entretenimento que uma rede estável cria no tempo de espera do seu café e satisfação dos clientes no seu restaurante. O valor empresarial acrescido que este serviço pode ter quando lhe presta funcionalidades de central na sua clínica, fax na sua oficina e domínio com registo do nome do seu novo negócio.

Vamos reunir-nos à volta da sua televisão?

Leia mais: Como pode usar o serviço TV NET VOZ numa 2ª casa sobre LTE?

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